Superproteção

Eis um assunto polêmico dentro das famílias brasileiras: superproteção. Até que ponto é saudável proteger a criança? Em que momento isso deixa de ser positivo e passa a atrapalhar o desenvolvimento? É mimar a criança?

Vamos ver tudo isso ao longo desse artigo, além de trazer algumas maneiras de evitar a superproteção e incentivar a independência da criança.

Pronto para começar? Então vamos lá…

O que leva à superproteção das crianças?

Quando um bebê chega a uma família é normal querermos protegê-lo o máximo possível. Querer garantir que a criança terá uma vida longa e saudável. Além de tentar deixar o pequeno sempre com um sorriso no rosto.

Só que algumas vezes isso acaba se tornando excessivo, cada pequena ação ao redor da criança torna-se algo pensado. Algumas vezes as famílias controlam cada colher da alimentação, outras impedem de fazer coisas normais de crianças por medo de se machucar. E ainda há aqueles que mimam os pequenos até não dar mais, por medo da frustração.  

São diversas as situações em parte levadas pelo amor e cuidado, em parte por um pouco de ansiedade dos pais. Outro ponto de vista é a responsabilidade que os pais pegam para si mesmos. Como se quando a criança fizesse isso ou aquilo outro, eles seriam taxados como pais ruins. O que não faz sentido, já que todas as crianças estão em um momento de aprendizagem. Estando presentes e educando os pequenos, não serão pequenas atitudes que irão definir a dedicação dos pais.

Qual a diferença entre superproteção e o cuidado normal? Porque isso é um risco?

Quais são os riscos de superproteger as crianças?

Cuidar de uma criança é garantir que ela cresça saudável, feliz e com as habilidades necessárias para viver em sociedade. Agora, superproteger, é atrasar o desenvolvimento da criança e até mesmo prejudicar a sua vida em sociedade a longo prazo.

Quando muito pequenas, a superproteção pode afetar até mesmo o desenvolvimento motor das crianças. Segurando o tempo inteiro no colo, não deixando a criança no chão, se movimentando e explorando o mundo. Pode acabar impedindo a criança de aprender a engatinhar e caminhar. 

Um pouco mais tarde, na época de aprender as primeiras palavras, dar tudo na mão da criança, sem deixar ela se expressar e deixar clara aquela necessidade, poderá atrasar o desenvolvimento da fala.

Fazendo tudo pelo seu filho e impedindo que ele faça por si mesmo irá criar uma criança dependente de você. Alguém que se sente incapaz de realizar as tarefas ou que não consegue lidar com frustrações, já que elas são sempre evitadas em casa.

Além da baixa autoestima e dependência ao país, a criança ainda pode crescer mais tímida, retraída, sem se sentir segura para lidar com as situações do dia a dia.

Isso pode não parecer nada demais agora enquanto a criança ainda é nova, mas para um adulto, são características preocupantes, não é mesmo?

É claro que cada criança tem o seu tempo de desenvolvimento e aprendizagem. Até a personalidade varia muito de criança para criança. Só que a forma que você a cria e incentiva fará muita diferença na evolução e crescimento.

Como eu posso saber se eu ou alguém da minha família estamos sendo pais superprotetores?

Como reconhecer a superproteção no dia a dia?

A melhor forma de descobrir se você está ou não protegendo demais seu filho é observando o cotidiano de vocês. Conversando com familiares e a comunidade escolar, escutando diferentes pontos de vista.

A partir daí, é importante refletir algumas coisas comuns de acontecerem sem nem percebermos:

  • Você costuma fazer coisas simples que o seu filho poderia fazer sozinho? Como por exemplo, escolher as roupas que vai vestir, dar comida na boca, servir o prato, amarrar cadarços quando a criança já tem a capacidade para fazer;
  • Há uma preocupação e cuidados excessivos ao levar a criança para brincar com amiguinhos ou em lugares fora de casa? É o tempo inteiro pedindo para tomar cuidado, para não sair de perto ou mesmo resolvendo situações que as crianças poderiam resolver sozinhas;
  • A frustração, choro e insatisfação são sentimentos evitados ao máximo dentro de casa? Chegando ao ponto de ceder coisas que não deveria apenas para evitar esses momentos;
  • Cada pequena atividade da criança é controlada e gerenciada por você? Como cursos, atividades extracurriculares e até amizades;
  • O tempo inteiro você repete o quanto tudo é perigoso ao redor da criança;
  • Erros não são aceitos em casa e algumas vezes você chega até a fazer atividades escolares no lugar da criança para que tudo saia certo;
  • Você tenta saber cada pequeno detalhe de tudo o que seu filho faz, enchendo-o de perguntas sempre.

Se viu em alguma dessas situações? Mais de uma? Então talvez seja a hora de começar a mudar um pouquinho isso…

Como evitar a superproteção dos seus filhos?

 A primeira coisa de tudo para evitar de ser uma pessoa superprotetora com seus filhos é deixar a culpa ir embora. É entender que está tudo bem passar por desafios, frustrações e errar.

Isso não fará de você uma mãe ou pai ruim. Isso não fará de seu filho menos inteligente ou educado. Está tudo bem errar e ter momentos difíceis ao criar uma criança. O estranho seria se você não tivesse essas dificuldades!

Agora, se você vem tendo atitudes que sufocam o seu pequeno e o impedem de crescer, é o momento de repensar. Não é preciso nenhuma mudança drástica ou grande ação. Apenas prestar atenção na rotina, ver os momentos que você pode incentivar e ensinar o seu filho, ao invés de resolver tudo por ele.

Você pode começar a conversar sobre as decisões que você costumava fazer, como os amigos que vão encontrar ou as atividades extracurriculares que vão fazer. Você pode solicitar que seu filho ajude mais em casa, lavando as louças e levando o lixo para fora.

Conversar mais, dar a chance do seu filho se expressar e ouvir o que ele tem a dizer já são grandes passos que você pode fazer tranquilamente!

Existem maneiras para incentivar a independência durante a infância? Quais?

Como incentivar a independência na infância?

A independência é uma coisa que pode ser desenvolvida de maneira natural no convívio familiar. Ensinar desde cedo que ela deve limpar depois de sujar, organizar depois de bagunçar já são ótimos meios de começar.

Vocês também podem cozinhar juntos, fazer compras e até mesmo ensinar sobre finanças. Todas essas pequenas atividades e decisões que o seu filho tomar, irão ajudar a construir confiança e segurança para uma vida mais independente e feliz. 

Outra boa forma é incentivando a resolução de problemas, como a criança pode passar por aquele obstáculo? Seja usando a comunicação e falando sobre o problema ou realmente fazendo alguma coisa, já está ótimo!

A frustração é outro ponto que anda lado a lado com toda a nossa vida. Infelizmente não temos tudo o que queremos, na hora em que queremos. Entender isso desde cedo também é uma coisa essencial para a vida adulta. Uma criança nunca será independente se você sempre concordar com tudo o que ela quer e ela nunca precisar lidar com o sentimento de frustração.

Essas foram algumas maneiras de incentivar a independência na infância, mas assim como para evitar a superproteção, tudo vai da observação. Prestando atenção na rotina de vocês, é possível notar onde a criança precisa de mais ajuda e onde ela pode fazer mais.

Conclusão

Equilíbrio é e sempre será a melhor palavra para descrever uma boa educação. Talvez você demore um pouquinho para encontrar o equilíbrio na sua família, mas conversando, estudando e prestando atenção nos seus pequenos, com certeza você irá encontrar.

É normal você querer proteger e cuidar do seu filho, ninguém aqui está dizendo para deixá-lo sozinho ou ser negligente. No entanto, a superproteção não é positiva e mudando pequenas ações no seu dia a dia é possível contornar isso com tranquilidade.

Aquela história de sempre: muita calma e paciência, que vai dar tudo certo!

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Ficou com alguma dúvida ou tem alguma história para contar sobre a superproteção das crianças? Escreva pra gente nos comentários abaixo!

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