Hoje é muito difícil se virar sem a tecnologia, é uma praticidade desde o pagamento de contas até o agendamento da consulta médica. É uma maneira de otimizar e aproveitar mais o tempo.

No entanto há um assunto polêmico sendo levantado a partir disso: as nossas crianças, nossos filhos e a tecnologia. Até que ponto isso está sendo saudável aos nossos pequenos?

Psicólogos do mundo inteiro estão realizando pesquisas e visando sobre os efeitos que toda essa tecnologia pode causar para as crianças.

Para nós já é difícil passar um dia desligado, imagina para uma criança que sabe mexer em um celular antes mesmo de começar ir para a escola? Uma criança que nunca viu um mundo sem tais tecnologias e passa horas do seu dia conectada.

Se você tem crianças em casa, ou pretende ter, está na hora de refletir sobre isso e talvez ainda mudar algumas atitudes. Para isso escrevi este artigo com pontos importantíssimos que serão tratados a partir dos tópicos abaixo:

  • Sinais de que seu filho pode estar viciado em aparelhos eletrônicos;
  • O que esses aparelhos podem estar suprindo;
  • Como evitar ou lidar com esses vícios;
  • Quando procurar um especialista;
  • Como utilizar a tecnologia a favor do desenvolvimento;

Você está pronta para entender mais sobre esses tópicos? Preste atenção a seguir e qualquer dúvida a caixa de comentários está aberta!

Sinais de que seu filho pode estar viciado em aparelhos eletrônicos

A OMS, Organização Mundial da Saúde, recentemente incluiu em seu quadro de doenças o Game Disorder, vício em videogames. Essa inclusão deu visibilidade a questão “crianças x tecnologia” no mundo inteiro.

A questão vai muito além dos jogos. Refere-se a tudo que as crianças estão crescendo expostas nos dias de hoje: tablet, computadores, celulares, televisores e milhares de aplicativos dentro de tudo isso. Além do excesso de informações fragmentadas ou sem relevância ainda gera o vício, como uma droga.

Assim como qualquer outro vício o problema pode afetar o desenvolvimento, as relações pessoais e até o aprendizado. Por isso o quanto antes você souber identificar, limitar ou buscar um tratamento para o seu filho melhor.

Só que antes de buscar uma solução é importante que você saiba se isso realmente é um problema para o seu pequeno. Então preparamos uma listinha de sinais que mostram se o seu filho está viciado em aparelhos eletrônicos.

Observe e compare com a realidade lá da sua casa:

  • Os objetos como televisão, tablet, celular estão sempre entre as primeiras opções para passar o tempo;
  • Está deixando de fazer suas tarefas de casa, seus temas da escola ou mesmo brincar com amiguinhos, apenas para ficar próximo a tecnologia;
  • A criança fica extremamente irritada quando a bateria acaba, fica sem internet ou qualquer outro problema relacionado aos aparelhos eletrônicos;
  • O rendimento escolar da criança cai;
  • Acontecem crises de raiva, descontrole e muita irritação caso os pais tirem algum dos aparelhos;
  • Atrasa atividades essenciais como alimentação ou banho para não sair da frente da TV ou celular;
  • A criança está se comunicando muito menos com a família;
  • Está se expondo em acesso na internet;
  • Chega a mentir para os pais ou fingir que está dormindo para poder continuar conectado.

São diversos sinais que podem mostrar um vício que está prejudicando a vida do seu filho. O problema pode interferir em questões como atenção, concentração e controle, habilidades essenciais para qualquer ser humano.

Quanto menores as crianças e maior o período de acesso aos aparelhos eletrônicos, maior pode ser o tamanho da encrenca. Por esses motivos que é necessário controlar e se possível diminuir para o mínimo possível esse acesso.

O uso em excesso dos games e eletrônicos pode ser um problema ainda maior…

O que esses aparelhos podem estar suprindo

Todo o vício tem uma origem, um gatilho que de alguma forma desencadeou todo o resto. Para o uso em tecnologias não é diferente, entender os motivos para o seu filho ser tão apegado a tecnologia é uma boa maneira de começar a lidar com o problema.

Tudo que é criado hoje é para suprir alguma necessidade, a tecnologia pode estar preenchendo essas necessidades das crianças, como:

  • Motivação – Celulares, tablets, televisores, computadores e todo o universo virtual estão sempre trazendo novidades, coisas interessantes que a criança realmente goste. Muitas vezes esse fascínio pode estar faltando ao redor da criança;
  • Inclusão – Se todos os amiguinho tem celular, assistem TV ou vivem no YouTube, porque a criança vai querer ficar de fora? Ela quer sentir-se parte, igual aos outros;
  • Carência – A origem do problema pode ser afetiva, uma forma de compensar a falta de atenção ou demonstração de carinho a ela;
  • Limites – A família não impõem limites para nada, falta a orientação correta quanto a rotina e a criança faz o que tem vontade.

Talvez olhando em um primeiro momento sejam motivos fracos, bobos, só que presentes diariamente na vida do seu filho podem acabar virando uma grande bola de neve.

Esses quatro problemas precisam ser resolvidos, as crianças precisam ser incluídas, amadas, motivadas e terem limites. Mas isso tudo não tem que ser feito através da tecnologia.

Muita atenção, conversa e carinho são algumas das principais formas de resolver tudo isso e ainda começar a pensar a evitar ou lidar com os vícios nos aparelhos eletrônicos.

Quer ver mais afundo sobre como lidar com o vício das suas crianças? Fique atenta ao próximo tópico!

Como evitar ou lidar com esses vícios

A primeira coisa que você deve pensar para melhorar os hábitos do seu filho em relação ao mundo digital é quanto ao exemplo que você está dando. Você realmente dá atenção aos seus filhos ou fica apenas com os olhos no celular?

Você fica o tempo inteiro com o celular grudado em você? Você chega em casa e conversa, lê um livro ou já vai direto para a televisão?

As crianças crescem se espelhando em sua família, a maneira de falar, de pensar e de agir são resultados disso. É claro que cada pessoa tem a sua personalidade e individualidade, mas serão muito influenciados por todos esses detalhes cotidianos.

Após analisar o seu uso dos aparelhos eletrônicos e você mesma começar a fiscalizar e reduzir o uso próximo as crianças, podemos pensar nos próximos passos.

Agora, sabendo que você e os demais adultos da família darão o melhor exemplo possível quanto ao uso da tecnologia, veja as melhores formas de melhorar isso com as crianças:

  • Converse com a criança sobre a redução do uso, de maneira tranquila e pacífica. Explique a criança os motivos e também que isso não significa que ela está proibida de utilizar os eletrônicos;
  • Evite o estímulo, leve a criança para atividades ao ar livre, passeios que ela nem sinta falta de um celular ou televisão;
  • Sempre ofereça alternativas atrativas sobre o que fazer no tempo livre, desenhar, andar de bicicleta, brincar com blocos de montar são ótimas opções;
  • Guie a criança em seu uso dos aparelhos eletrônicos, esteja sempre por perto, cuidando e conversando;
  • Defina as zonas da casa em que pode e as que não pode utilizar os aparelhos;
  • Tenha uma relação próxima, de afeto e amizade com o seu filho;
  • Esteja sempre apresentando opções para os momentos de tédio, já que são os que as crianças mais tendem a pedir por celular, jogos ou televisão;
  • Tenha uma rotina organizada na qual a criança se adapte aos horários dedicados a atividades físicas, brincar, fazer a lição de casa e dentro dos limites, a tecnologia.

Lembre-se que uma postura agressiva, como se a criança estivesse fazendo algo errado, não resolverá nada. Seja sempre sincera com o seu filho e vá aos pouquinhos adaptando essas dicas para a realidade da sua família.

Além disso precisamos ressaltar que segundo especialistas não é recomendado deixar crianças mexerem em celulares, tablets, computadores ou assistirem televisão até os três anos de idade.

É muito estímulo, o que pode ser prejudicial ao seu bebê.

Para crianças maiores o melhor é limitar entre uma e duas horas diárias de contato com a tecnologia, incluindo nisso a televisão.

E se nada disso adiantar, o que eu faço? Meu filho continua se negando a sair de frente da televisão ou ficar sem celular…

Quando procurar um especialista

Como comentamos no início do texto, a OMS já considera o vício em jogos uma doença. Assim como diversos profissionais da saúde, psicólogos principalmente, já debatem e falam sobre os efeitos da tecnologia na vida das crianças.

Se o exemplo, as conversas e todo o resto para evitar o uso em excesso das tecnologias não resolver, é preciso começar a pensar sobre a busca de ajuda profissional.

Um vício pode ser muito difícil de lidar, já que a criança poderá ter suas crises de “abstinência” com atitudes agressivas, irritação, agitação e todos aqueles outros sinais que comentamos aqui.

Alguns psicólogos já chegaram a relatar que os casos de ansiedade na infância vem aumentando cada vez mais, possivelmente agravados pelas tecnologias.

É importante ressaltar que buscar ajuda profissional como um psicólogo ou um terapeuta não significa que seu filho está louco ou tenha qualquer problema mental. É apenas uma forma de lidar com um problema, através de diálogo e muita compreensão.

Afinal antes de resolver o vício, a criança ainda precisa entender e aceitar que tem um problema, assim como vocês pais.

Então eu devo deixar o meu filho longe de todos os aparelhos eletrônicos? Não é bem assim…

Como utilizar a tecnologia a favor do desenvolvimento

Os desenhos animados, jogos e aplicativos presentes nos aparelhos eletrônicos podem sim auxiliar o desenvolvimento das crianças. Pode ajudar a aprender a ler, a compreender um novo idioma e até no raciocínio lógico.

A tecnologia tem muito a oferecer de praticidade e melhorias na vida das crianças. O que estamos falando aqui não é para proibir e não utilizar, estamos falando sobre o uso moderado e controlado.

Assim você garantirá que as suas crianças estejam acessando os conteúdos adequados e sem excessos de estímulo que possam causar consequências desnecessárias.

Lembre-se sempre da sua infância, das brincadeiras, da maneira de se comunicar e passar o tempo. Tente trazer um pouquinho disso para a rotina da sua família, aquela calmaria de antigamente.

O mais importante de tudo é que o seu filho tenha uma rotina em casa, receba atenção e muito amor. Os limites e os diálogos devem sempre entrar nisso, com a sinceridade que você conversaria com qualquer outra pessoa.

Você ainda ficou com alguma dúvida com a questão crianças x tecnologia?

Tem algum relato aí da sua família?

Está passando pelos mesmos problemas?

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