música e o desenvolvimento da criança

A música é sempre muito presente na infância. Seja em casa ou na escola, o cantarolar, as canções e brincadeiras fazem parte dessa época. Algumas pessoas pensam que talvez seja perda de tempo, que os pequenos deveriam estar praticando outras coisas além de cantar. No entanto, o que muitos não sabem é que a música tem uma relação muito forte com o desenvolvimento da criança.

Por isso nesse artigo iremos explorar mais essa relação, mostraremos para você como a música pode afetar cada uma das partes do desenvolvimento da criança. Trazendo uma visão diferente dessa parte tão importante da infância.

Os pontos de partida serão os seguintes:

  • Música na gestação
  • Do nascer aos 2 anos de idade
  • Música no desenvolvimento social
  • No desenvolvimento cognitivo
  • E no desenvolvimento motor
  • Aprendendo um segundo idioma
  • Como introduzir a música na infância
  • Quando começar com instrumentos musicais
  • Qual instrumento musical escolher

Tem alguma dúvida além dessas? Já deixa lá nos comentários que faremos o possível para lhe dar a informação!

Música na gestação

Durante a gravidez, a partir da décima sexta semana o bebê já desenvolve o aparelho auditivo, passando a escutar sons. Isso inclui os do corpo a qual está conectado e aos sons externos, com a possibilidade da musicalização.

Segundo o artigo do Brasil Escola, essa musicalização pode trazer diversos benefícios tanto para durante quanto para após a gravidez. Isso inclui:

  •  A melhoria das atividades musculares, por causa dos movimentos estimulados pelo som;
  • A respiração melhor, tanto para o bebê quanto para a mãe;
  • O relaxamento das artérias e a melhora da pressão arterial devido ao estímulo musical, tanto para o bebê quanto sua mãe;
  • Um metabolismo melhor;
  • Um vínculo entre mãe e bebê ainda maior.

Essas melhorias são de acordo com todo um processo de musicalização e relaxamento durante a gestação. Esse momento de conexão entre mães e filhos que chegam antes mesmo do nascimento da criança.

Essa musicalização acontece devagar, quando chega nas 16 semanas o bebê passa a ouvir os sons, os batimentos cardíacos, as vozes e sons além da barriga. No entanto esses sons ainda não são tão claros.

Algumas semaninhas depois, a partir da vigésima, o bebê passa a reconhecer sons que acontecem ao seu redor. Inclusive é possível perceber isso de acordo com as reações do bebê.

Ao chegar na vigésima quinta semana, o bebê já tem a habilidade de diferenciar sons, ele consegue reconhecer vozes e melodias. Aí é o momento perfeito para começar com cantigas e incentivos musicais. É uma oportunidade de se aproximar do bebê e criar um laço forte, antes mesmo de ele vir ao mundo.

Esse fator poderá ajudar até no parte, já que ouvir músicas pode ajudar a mãe eo bebê a relaxarem neste momento tão difícil e especial ao mesmo tempo. Músicas que foram ouvidas durante a gravidez tem a possibilidade de ajudar ainda mais, já que o bebê já conseguirá reconhecer o som e sentir um pouco de familiaridade.

Até depois do nascimento o bebê ainda conseguirá reconhecer diversos sons da época em que estava dentro da barriga da mamãe. Inclusive sons mais “barulhentos” como o secador por exemplo, podem acalmar o bebê já que lembram os sons que o bebê escutava quando estava no útero da mãe.

E depois que nasce? Qual a relação entre a música e a criança?

Do nascer aos 2 anos de idade

Apesar de algumas pessoas considerarem muito cedo, os bebês já nascem prontos para a musicalização. Como comentamos acima, dentro do útero eles já reconhecem sons e estão acostumados com os efeitos sonoros do corpo, como o respirar, fluir do sangue a digestão.

Então quando eles nascem já é possível e positivo trazer a música para a rotina da criança. Mas sem querer que ela saia cantando ou tocando um instrumento, é claro.

A música é muito além, é um incentivo ao cérebro do bebê e uma maneira de relaxar no dia a dia. Não é algo profissional, apenas uma oportunidade de introduzir a musicalidade de maneira natural e proveitosa a criança.

Do nascimento até os dois anos de idade essa musicalização pode acontecer através de variações de timbres, de altura, intensidade, duração, diferentes organizações instrumentais, variados estilos musicais, pulsação e também pela diferenciação entre som e silêncio.

A partir dos 4 meses de vida o bebê já reconhece vozes e rostos das pessoas de seu convívio, com o tom de voz sendo um fator para sua preferência de estar com alguém.

Vamos ver como a música afeta a criança em cada uma das fases do desenvolvimento? Preste atenção a seguir…

No desenvolvimento social

Os bebês tendem a reagir de acordo com os sons ao seu redor. Com músicas de melodia serena eles costumam ficar calmos, tranquilos. Já quando há uma aceleração, diferentes sons e tons eles costumam ficar muito mais alertas.

Isso pode ser relacionado ao longo de toda a vida, assim como quando escutamos músicas mais alegres temos a tendência de ser mais positivos do que os que não escutam. 

Esse fator combinado com o estudo da música, abre a oportunidade para a criança crescer mais comunicativa, convivendo bem com as regras de socialização. Com a música é possível desenvolver a crítica construtiva, o respeito pelo tempo do outro, a escuta, a disciplina e a interação com o próximo.

Além de que, se a criança estuda música em uma escola, com outras crianças, ainda há a questão de estar inserida em um grupo. De construir relações duradouras e através de gostos em comum, estar sempre buscando melhorar a si mesmo e aos seus colegas. Afinal, eles sempre irão querer dar o seu melhor para apresentações e concertos, não é mesmo?

Falamos aqui muito sobre o desenvolvimento social, mas e quanto ao cognitivo? Será que afeta mesmo?

No desenvolvimento cognitivo

Quanto mais diversidade nos sons apresentados a criança, mais o cérebro dela é estimulado. Isso vale para notas, timbres, vibrações, instrumentos, ritmos e tudo além disso que vá trazer uma percepção sonora diferente.

A música também ajuda muito na linguagem, no aprendizado da estrutura das frases ao se comunicar e até mesmo na alfabetização. A concentração, memória, raciocínio lógico e segundo idioma também são pontos muito beneficiados através da música na infância.

E a parte física? Faz alguma diferença?

No desenvolvimento motor

Quantas vezes você já começou a dançar ao ouvir uma música? Que você batucou com as mãos no ritmo do que estava escutando?

O desenvolvimento motor está muito ligado com essas experiências lá na infância. As cantigas de roda, os movimentos, os gestos, o correr, o dançar, todos os movimentos gerados a partir da música.

Uma criança musicalizada pode ter uma coordenação motora maior, pode ser mais ágil e precisa ao utilizar os seus músculos. É uma criança mais confortável com o seu corpo, que por estar se movimentando em seus momentos de lazer, tem mais facilidade de se movimentar em outros momentos de necessidade.

Você já viu que a música está presente no desenvolvimento social, cognitivo e motor da criança. Vamos entender agora como ela pode ajudar na aprendizagem de um novo idioma?

Aprendendo um segundo idioma

Como já explicamos aqui, a música estimula muito a memória e na comunicação, no se expressar e nas estruturas linguísticas. Por isso que dá uma boa base para a alfabetização. Por esses mesmos motivos a música auxilia, e muito, para o ensino de uma língua estrangeira. Tendo esse contato com músicas em outras línguas ajuda a ficar imerso no idioma, a ficar mais próximo culturalmente e mesmo para o processamento de informações no cérebro. Não existem dúvidas de que a música é uma grande aliada ao desenvolvimento de uma segunda língua, já que além de todos os fatores citados ela também é inspiradora. A música motiva a criança, e mesmo ao adulto, a aprender mais. A pronunciar da maneira certa, conforme o som, a entender o que está sendo dito e poder aproveitar ainda mais os seus sons favoritos.

É uma maneira de deixar a aprendizagem do segundo idioma muito mais leve, divertida e consequentemente mais eficiente.

Já está convencido de todos os benefícios da música para o desenvolvimento da criança? Então vamos agora a parte prática: como introduzir a música na infância!

Como introduzir a música na infância

Na maioria das vezes a música entra  na vida das crianças de uma maneira muito natural. Brincando com os amiguinhos, na escola, na hora de dormir ou hoje em dia até mesmo através de vídeos na internet. Mas isso não significa que você não possa ir além disso, sempre é positivo o incentivo a coisas novas, diferentes. E isso também vale para a música.

O quanto mais cedo a música ser incentivada melhor! A música acalma, desenvolve diversas habilidades e ainda ajuda muito a lidar com as emoções. Ter o contato com tudo isso desde cedo é ótimo, vai criando uma familiaridade musical que pode ser muito bem explorada para aprendizados mais específicos no futuro.

Há diversas maneiras de incentivar o seu filho a ter mais contato com a música na infância. O que nós recomendamos é que você faça isso da seguinte forma:

  • Através de cantigas que você ouvia quando criança, passando toda essa parte cultural de geração para geração;
  • Através de cantigas novas que você for encontrando na internet ou descobrindo de diferentes formas;
  • Ouvindo canções em outras línguas, de culturas diferentes da sua;
  • Trazendo diferentes estilos musicais, sem a necessidade de ficar apenas com músicas infantis. Clássica, Jazz e MPB são opções bem tranquilas e ricas para serem trabalhadas;
  • Explorando diferentes sons, notas e instrumentos musicais;
  • Com brinquedos e instrumentos que tornem o momento ainda mais dinâmico e divertido;
  • Com filmes, desenhos e livros que trazem a música para a trama. Trazendo ainda a parte da encenação para a vida dos pequenos.

Essas são só algumas formas de estar incentivando a música no dia a dia, desde a primeira infância. Assim no momento certo, além de ter todas as vantagens no desenvolvimento, a criança já tem uma bagagem bem rica para aprender algum tipo de instrumento ou mesmo canto.

E como saber se já a hora de começar a aprender a tocar um instrumento? 

Quando começar com instrumentos musicais

música e o desenvolvimento da criança

Cada criança é diferente da outra, por isso não existe um momento exato para se começar a aprender um instrumento musical. No entanto, observando o seu filho e suas características, seu comportamento, já é possível ter uma ideia.

Você pode pensar se o seu feliz já presta atenção em você quando está explicando algo, qual a reação dele, se ele realmente tenta te entender. Você também pode refletir se o seu pequeno já sabe coisas básicas como contar ou as letrinhas do alfabeto. E além de tudo isso, se o seu bebê ficaria em uma sala com outras crianças, sem você, para as aulas de música.

O melhor para começar é antes dos 7 anos de idade, mas respeitando o tempo de desenvolvimento de cada criança.

Querer que seu filho aprenda um instrumento muito cedo não é uma opção, já que será um efeito contrário a tudo que falamos aqui. A criança ser muito pressionada a fazer algo que ela não quer ou não estar pronta é muito complicado, poderá ser desenvolvida uma barreira muito mais difícil de romper do que a espera.

Você sente que o seu filho já está preparado para começar com um instrumento? Então vamos ao último tópico…

Qual instrumento musical escolher

A escolha do instrumento musical vai muito de acordo com a personalidade da pessoa, não importa a idade que seja. Só que no caso da criança, muitas vezes ela ainda não sabe o que quer ou vá escolher um apenas porque alguém da família já o toca.

Então é muito legal poder ajudar a criança nessa escolha, de repente trazer um instrumento mais fácil para esse começo e dar a oportunidade de uma escolha mais madura mais para frente. 

Existem alguns instrumentos mais recomendados para esse início da instrumentalização como por exemplo o piano, o violão, a flauta, o ukulele, instrumentos de percussão como tambores ou pandeiros… Há diversas possibilidades que podem trazer a música, a diversão e ainda dar tempo e liberdade para a criança conhecer a própria personalidade e realmente escolher um instrumento.

Conclusão

A música é extremamente benéfica a todas as fases do desenvolvimento da criança. Uma pessoa que começou a estudar música antes dos 7 anos terá uma atividade cerebral diferente do que um que não estudou ou começou mais tarde.

Explorar esses benefícios e incentivar essa parte artística poderá trazer diversas coisas boas a longo prazo. Então os únicos cuidados necessários são prestar atenção no tempo da criança, em suas necessidades e dificuldades. Não insistir em algo que a criança ainda não está pronta, para que não haja uma rejeição maior no futuro.

E como sempre falamos aqui no blog: ter muita paciência para todas essas fases.

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